Quem é Seu Rei? Um Vídeo Marcante Para a Festa de Cristo Rei

Em tempos em que muitos líderes mundiais parecem indiferentes ou opostos ao modo de vida cristão, é vital que nos lembremos de quem verdadeiramente é o rei, quem realmente reina sobre nossas sociedades e nossas vidas. Este é um excelente momento para refletir sobre isso, pois estamos celebrando a Festa de Cristo Rei. É hora de lembrar as palavras de Cristo: "No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo." (S. João 16, 33).

Historicamente falando, a Festa de Cristo Rei foi estabelecida pelo Papa Pio XI em 1925 como um antídoto contra o secularismo, um modo de vida que deixa Deus fora do pensamento e da vida do homem e organiza sua vida como se Deus não existisse. A festa destina-se a proclamar de maneira marcante e eficaz a realeza de Cristo sobre os indivíduos, as famílias, a sociedade, os governos e as nações.

Um olhar mais profundo em Cristo, o Rei

Quem reina na minha vida? Quem reina sobre minhas decisões, minhas ações, meu coração? Essas são todas as perguntas que devemos nos fazer. Mas, primeiro, talvez devêssemos perguntar o que queremos dizer quando dizemos "reina".

A vida de Jesus de Nazaré redefine o que comumente entendemos como realeza. Seu reinado consiste em servir à humanidade e obedecer ao seu Pai celestial. Ele reina do Seu trono, a Cruz.

Nós, como batizados, somos chamados a participar de Seu reinado. Como? Acima de tudo, fazer todo o possível para que o "reino do pecado" seja conquistado dentro dos nossos corações. Se aceitarmos o reinado de Cristo em nossas vidas, Ele, por sua vez, oferece paz e liberdade da miséria do pecado. Nossa aceitação deve ser ativa. Devemos participar desse movimento vivendo uma vida de moralidade, uma vida em que a escravidão da corrupção é conquistada e substituída pela liberdade da glória dos filhos de Deus (Rm 8, 21). Ao fazê-lo, por meio da graça do batismo, nos tornamos participantes ativos no reinado de Cristo.

No entanto, o reinado de Cristo é universal e projetado para alcançar todas as nações. Ao acolher Cristo como nosso Rei em nossos corações, também precisamos trabalhar para espalhar Seu reino pelo mundo. Fazemos isso colocando nossas vidas a serviço dos valores mais elevados, suportando quaisquer que sejam os sacrifícios e dificuldades necessários para educar, purificar e orientar nossa cultura circundante (aqueles que nos rodeiam e o ambiente social) em relação ao Senhor e Seus ensinamentos.

O Cardeal Karol Wojtyla escreve: "Ao 'impregnar a cultura e as obras humanas com valor moral (ver Parte 2 da Gaudium et Spes), os cristãos agem sobre si mesmos e outros para produzir aquele reinado do homem que é essencialmente realizado através de valores morais. Desta forma, eles também trabalham para ampliar o reino de Cristo no mundo, porque quando todas as áreas da vida humana estão imbuídas de valor moral, "o campo, isto é, o mundo ficará mais preparado para a semente da palavra divina e abrir-se-ão à Igreja mais amplamente as portas para introduzir no mundo a mensagem da paz."(Lumen Gentium 36).

Escutar o Magistério:

A seguir uma parte da encíclica Quas Primas do Papa Pio XI sobre a Festa de Cristo Rei:

Muito há que a linguagem corrente dá a Cristo o nome de "Rei em sentido metafórico e transposto". "Rei" é Cristo, com efeito, atenta a eminente e suprema perfeição com que sobrepuja a todas as criaturas. Assim, dizemos que "reina sobre as inteligências humanas", por causa da penetração do seu espírito e da extensão de sua ciência, mas sobretudo porque é a própria Verdade em pessoa, de quem, portanto, é força que recebam rendidamente os homens toda verdade. Dizemos que "reina sobre as vontades humanas", porque n'Ele se alia a indefectível santidade do divino querer com a mais reta, a mais submissa das vontades humanas; e também porque suas inspirações entusiasmam nossa vontade livre pelas causas mais nobres. Dizemos, enfim, que é "Rei dos corações", por causa daquela inefável "caridade que excede a toda humana compreensão" (Ef 3, 19); e porque sua doçura e sua bondade atraem os corações: pois nunca houve, no gênero humano, e nunca haverá quem tanto amor tenha ateado como Cristo Jesus. Aprofundemos sempre mais o nosso argumento. É manifesto que o nome e o poder de "Rei", no sentido próprio da palavra, competem a Cristo em sua Humanidade, porque só de Cristo enquanto homem é que se pode dizer: do Pai recebeu "poder, honra e realeza" (Dan 7, 13-14). Enquanto Verbo, consubstanciai ao Pai, não pode deixar de Lhe ser em tudo igual e, portanto, de ter, como Ele, a suprema e absoluta soberania e domínio de todas as criaturas.

                                                                                Artigo escrito por Garrett Johnson em Catholic Link