O Sacramento Da Confirmação

O Prof. Brant Pitre trata do Sacramento da Confirmação, conforme retratado na Igreja primitiva, distinguindo-o do Batismo e explicando seu propósito.
Pontos-chave:
A passagem de Atos descreve Filipe, um diácono, evangelizando e realizando batismos em Samaria. Isso fornece informações sobre as práticas cristãs primitivas durante o período da Páscoa. Filipe prega Cristo em Samaria, realiza sinais e maravilhas e batiza muitos homens e mulheres. Há grande alegria na cidade. Quando os apóstolos em Jerusalém ouvem que Samaria recebeu a palavra de Deus, eles enviam Pedro e João. Pedro e João vão a Samaria e impõem as mãos sobre os crentes recém-batizados, que então recebem o Espírito Santo. O texto afirma explicitamente que o Espírito Santo "ainda não havia descido sobre nenhum deles", apesar do batismo em nome de Jesus.
Diferente do Batismo:
O Prof. Brant esclarece que, embora o Espírito Santo seja recebido no Batismo, Atos 8 descreve uma "concessão especial" do Espírito Santo. Este rito envolve a imposição de mãos, e não a imersão em água como no Batismo.
Origem da Confirmação: Este evento é reconhecido pelos antigos Padres da Igreja e pela tradição como a origem do que hoje é conhecido como Sacramento da Confirmação (ou Crisma no catolicismo oriental, devido à unção com óleo do crisma).
Características principais da Confirmação em Atos 8:
- Rito diferente:
É um sacramento distinto do Batismo.
- Ministro diferente:
Embora diáconos como Filipe pudessem pregar e batizar, somente os apóstolos (Pedro e João) podiam administrar este dom especial do Espírito Santo através da imposição de mãos. Isso continua até hoje, com os bispos (sucessores dos apóstolos) sendo tipicamente os ministros comuns da Confirmação.
- Propósito:
Esta graça especial do Espírito Santo "completa" o Batismo, capacitando os fiéis a testemunharem de Cristo e a propagarem o Evangelho por meio de suas vidas e ações.
Prof. Brant argumenta que, embora a palavra "confirmação" não apareça na Bíblia, a realidade do sacramento está claramente presente em Atos capítulo 8, refutando as alegações de alguns reformadores protestantes de que a Confirmação não está na bíblia.