Na Escola de Maria: Ensinando a juventude a conhecer Maria

29/01/2018

Escrito por Andre Damino S. S. P.

Adão e Eva tinham sido criados na inocência e eram ricos de dons preciosos: na ordem da natureza, sua inteligência não estava sujeita à ignorância das coisas que deviam conhecer e a sua vontade não estava submetida à concupiscência. Seu corpo não conhecia nem a dor nem a morte. Na ordem da graça, participavam da própria natureza divina. Ao deixarem este mundo não sofreriam, como já dissemos, a morte: passariam para o céu, onde seriam bem acolhidos e gozariam eternamente da mesma felicidade de Deus.

Por sua desgraça, desobedecendo ao Criador, perderam - e com ele todos os seus filhos - os dons que possuíam.

A natureza humana, que saíra bela, pura e perfeita das mãos de Deus, foi assim maculada logo de início e nos foi transmitida profundamente alterada.

Todo homem vem ao mundo sujeito à concupiscência, à dor, à morte, e privado da justiça e santidade que Adão recebeu ao ser criado por Deus. Numa palavra, nasce com o pecado original.

Deus poderia ter abandonado a Humanidade no fundo do abismo para o qual voluntariamente resvalara e de onde nunca seria capaz de sair pelas próprias forças. Poderia, mas não o fez; não o quis. Na sua misericórdia, que não conhece limites, prometeu aos humilhados progenitores da Humanidade um Redentor. "Porei, disse a Satanás, inimizades entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela". E o resultado desse ódio e dessa luta será este: "ela há de te esmagar", destruindo a tua obra.

E assim por essas palavras, o Redentor prometido ficou desde então indissoluvelmente ligado, tanto nos desígnios da misericórdia divina como na expectativa dos homens, a uma mulher gloriosa, inimiga do demônio até a consumação dos séculos, até à vitória final: Maria.

Jesus e Maria preexistiram juntos naqueles quatro milênios de espera, durante os quais a humanidade esperou e sofreu, amparada pela assistência divina que lhe iluminou e suavizou o caminho com figuras e profecias.

Jesus e Maria unidos viveram e unidos sofreram e operaram o mistério da Redenção durante sua vida terrena.

Depois de sua passagem pela terra, continuaram a viver sempre inseparáveis em tudo, amados, servidos, honrados e invocados pela Igreja Católica, que há de existir até à consumação dos séculos. Jesus Cristo é nosso Redentor; Maria Santíssima, sua mãe, é nossa Corredentora.

Maria é, pois o elo de união entre o homem e seu Criador. Em relação a Deus Ela é o que pode haver de mais próximo à divindade; em relação aos homens é Ela a que mais participa de tudo o que para eles significa Jesus Cristo.

Somente Deus está acima de Maria e tudo aquilo que não é Deus está desmedidamente abaixo dela.

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Fonte: Na Escola de Maria - Introdução