Batimento Cardíaco Do Nascituro: Estratégia Pró-Vida dos EUA

O Projeto de Lei conhecido como "Batimento Cardíaco" pode ser a mais recente vitória do movimento Pró-vida americano no estado de Ohio. Sua aprovação é fundamental para acabar com o aborto.

O Projeto poderá proibir abortos até seis semanas - ou antes que a maioria das mulheres saiba que estão grávidas - tendo em vista que a tecnologia médica já consegue detectar o batimento cardíaco da criança pré-natal mais cedo.

Jesi Smith, mãe de Faith - portadora de Síndrome de Edwards (Trissomia 18) - testemunhou perante o Comitê da Câmara dos Deputados de Ohio em apoio ao Projeto de Lei sobre Batimento Cardíaco, em março de 2019.

Ambos os lados do debate sobre o aborto estão se preparando para a possibilidade da lei baseada em Roe vs Wade[1] ser derrubada caso o batimento cardíaco passe a ser o novo padrão e não a viabilidade do feto.

"A presença de batimento cardíaco é um sinal de vida universalmente reconhecido. ... Se o governo existe para proteger os fracos e vulneráveis, então o ponto em que isso tem início deve ficar claro". - Senadora Kristina D. Roegner

Várias dessas iniciativas desafiam a estrutura do aborto legalizado nos EUA, fazendo de 2019 um ano potencialmente significativo na luta pelo nascituro do Movimento Pró-Vida americano.

[1] Caso Roe contra Wade ou Roe vs. Wade, é o caso judicial pelo qual a Suprema Corte dos Estados Unidos reconheceu o direito ao aborto ou interrupção voluntária da gravidez, nos Estados Unidos.

Fontes: