A Santidade E Os Sofrimentos Do Padre Pio

23/09/2020

Nascido em 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália, Padre Pio foi e continua sendo um dos santos mais fascinantes e procurados de nossos tempos.

Profundamente piedoso quando criança, aos 15 anos, tomou o hábito da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em 22 de janeiro de 1903. Recebeu o nome de Pio em homenagem a São Pio V, padroeiro de Pietrelcina.

O que mais impressionou as pessoas sobre ele foi seu amor pela oração e seus muitos dons e carisma extraordinários, incluindo o dom de cura, bilocação, profecia, milagres, discernimento de espíritos, a capacidade de ler corações, os dons de línguas, entre outros.

E foi a sua oração e o seu intenso amor e devoção ao Senhor que permitiu suportar uma longa lista de sofrimentos, tanto físicos como espirituais. "Estou totalmente convencido de que minha doença se deve a uma permissão especial de Deus", disse ele.

Filmagem rara do Padre Pio

Um dos maravilhosos benefícios de nosso tempo é que podemos testemunhar os santos dos dias modernos pessoalmente. Além das hagiografias que às vezes parecem retratar mais um anjo do que um homem ou uma mulher, nos são oferecidas algumas janelas para suas vidas cotidianas. Mais do que por curiosidade, isso deve nos levar à firme convicção de que a santidade é uma realidade muito concreta. Cultivado nas profundezas da pessoa, certamente; ainda assim, ela cresce e floresce na vida diária de um ser humano que comia, dormia e falava como fazemos em nosso dia-a-dia.

Em homenagem a São Padre Pio, gostaríamos de postar este vídeo que oferece imagens raras de um homem que, ao dedicar sua vida à oração, mudou tudo ao seu redor.

Padre Pio reage à Humanae Vitae

Além disso, é importante notar os atos do Padre Pio em relação à conhecida encíclica "Humanae Vitae", especialmente considerando o fato de que a sociedade contemporânea (incluindo muitos católicos) continua a rejeitar as idéias por trás deste ensinamento da Igreja.

(EWTN) Pouco antes de sua morte, Padre Pio, tendo em mente a Audiência que os Capitulares de sua Ordem teriam no decorrer do Capítulo Geral, escreveu uma carta ao Papa Paulo VI. Na carta, exprime a sua firme adesão ao Magistério e aos seus ensinamentos, referindo nomeadamente a então recente encíclica "Humanae Vitae" (1968). Padre Pio também expressou sua obediência, devoção e participação filial nas ansiedades de Sua Santidade. O texto completo é o seguinte:

Santidade,

Valho-me da oportunidade deste encontro para me unir em espírito aos meus irmãos. E para depor humildemente a vossos pés a minha cordial saudação e dedicação pessoal; meu amor, minha fé e obediência à dignidade daquele a quem o senhor representa na terra.

A Ordem dos Capuchinhos tem-se mantido sempre na linha de frente em sua dedicação amorosa, na fidelidade e na obediência à Santa Sé. Em minha oração peço a Deus que ela continue assim em sua austeridade religiosa profunda e pobreza evangélica. E, enquanto o obedece fielmente a essas regras que formam sua constituição, possa renovar-se em vitalidade e espiritualidade, como pediu o Concílio Vaticano II, a fim de estar sempre mais adequadamente preparada para ir ao encontro de muitas necessidades da Mãe Igreja, de acordo com a orientação de Vossa Santidade.

Sei bem das profundas aflições que angustiam vosso coração nestes dias relativamente aos novos rumos da Igreja, à paz do mundo e as múltiplas necessidades dos povos. Mas sobretudo pela falta de odediência de alguns católicos a respeito dos esclarecedores ensinamentos que V Santidade, com o auxílio do Espírito Santo, nos tem dado em nome de Deus.

Ofereço-vos minhas orações e sofrimentos a cada dia, atenção insignificante mas sincera do último de vosso filhos, a fim de que o senhor vos reconforte com sua graça para prosseguir no caminho reto e penoso da defesa daquelas verdades eternas, que permanecem imutáveis num mundo em evolução.

Igualmente, em nome de meus filhos espirituais e dos grupos de oração, vos agradeço pela posição clara e decisiva que nos transmitistes, especialmente na última encíclica Humanae Vitae, e reafirmo a minha fé e a minha obediência incondicional às vossas iluminadas diretrizes.

Digne-se o Senhor conceder o triunfo à verdade e a paz a sua Igreja; a tranquilidade a todos os povos, saúde e prosperidade a V Santidade, a fim de que, dissipadas essas nuvens passageiras, o Reino de Deus triunfe nos corações, graças a vossa obra apostólica de supremo Pastor da cristandade.

Prostrado a vossos pés, peço-vos que me abençoeis, bem como aos meus confrades, aos meus filhos espirituais, aos grupos de oração, aos meus doentes e a todas as iniciativas do bem que, em nome de Jesus, procuramos arduamente promover.

De Vossa Santidade, filho obediente

P. Pio, capuchinho

San Giovanni Rotondo, 12 de Setembro de1968.

Por Garrett Johnson em CatholicLink