Pandemia Torna Normal A Eutanásia 'Social'

Epidemiologista alerta para cultura da morte do estilo nazista

ROMA (ChurchMilitant.com) - A pandemia do vírus da China está tornando aceitável a idéia de eutanásia "social" que beira ao nazismo, alerta um dos epidemiologistas católicos mais conhecidos da Itália.

O Dr. Paolo Gulisano descobre um cenário de pesadelo em que pessoas com deficiência e idosos estão se tornando cada vez mais vítimas de "abandono terapêutico" em todo o mundo.

Tal "ato imoral" está agora sendo interpretado como um "gesto de generosidade" que os governos e os serviços de saúde devem aos cidadãos como uma questão de direito, observa o ex-professor de História da Medicina da Universidade de Milão-Bicocca.

Prof. Gulisano diz que, nos próximos dias, "as pessoas com deficiência serão as primeiras a sofrer" com essa justificativa ética que, segundo ele, se baseia na alegação de que os hospitais carecem de meios e equipamentos para tratar todos os doentes.

Church Militant perguntou ao célebre ensaísta o que as autoridades deveriam fazer se um homem de 80 anos de idade com problemas de saúde anteriores e uma menina de 18 anos sem problemas de saúde anteriores fossem admitidos com o vírus da China em um hospital sem os meios tratá-los.

"Antes de tudo, deve-se dizer que um hospital não é um navio afundando. Não é o Titanic, onde você tem que escolher quais passageiros colocar nos botes salva-vidas e quais deixar de lado. O hospital, cujo nome significa (do latim hospitale) 'local de acolhimento', deve acolher e cuidar de todas as pessoas", enfatiza o Dr. Gulisano.

Ele acrescenta:

Temos duas pessoas e um respirador? Bem, eu faria tudo para conseguir um outro respirador. Eu tenho que aumentar as possibilidades de salvar vidas, não reduzir vidas que se aproximem de mim em busca de socorro. Os hospitais, portanto, precisam se equipar cada vez melhor para lidar com a emergência, para evitar mortes evitáveis. Não há desculpas. É isso que a ética e a ética médica nos pedem.

Gulisano, especialista em higiene e medicina preventiva, ressalta que essa narrativa de "falta de meios e equipamentos" começou a ser repetida na Itália no mês passado, mas agora está sendo adotada por outros países que tiveram tempo suficiente para se prepararem para a pandemia.

"Como é possível que os Estados Unidos, depois de testemunharem a propagação dessa pandemia desde o início de janeiro, não tenham se equipado adequadamente, aumentando a produção de respiradores e outros meios técnicos adequados e organizando hospitais para não deixar de atender algum cidadão?" pergunta ele.

"A Itália pode não ter declarado abertamente suas intenções eugênicas", observa Gulisano, "mas testemunhos que estão surgindo de hospitais italianos falam de uma prática adotada desde os primeiros dias da epidemia - a de não tratar todo mundo, mas apenas pessoas com menos de 75 anos de idade. "

"Os hospitais, especialmente os do norte [da Itália] - nos disseram várias vezes - estão à beira da capacidade, à beira do colapso. Portanto, fica claro que essas mortes - talvez evitáveis - são necessárias para um 'bem comum'", acrescentou.

Outros países estão adotando práticas eugênicas semelhantes para eliminar os idosos e deficientes.

"No Tennessee, as pessoas afetadas pela atrofia muscular da coluna vertebral serão excluídas, enquanto em Minnesota o número de pacientes que não têm direito ao respirador se expande para pessoas que sofrem de doenças pulmonares, insuficiência cardíaca e até cirrose hepática", lamenta ele em seu blog.

Epidemiologista e ensaísta italiano Dr. Paolo Gulisano
Epidemiologista e ensaísta italiano Dr. Paolo Gulisano

"Em estados como Nova York, Michigan, Washington, Alabama, Uta, Colorado e Oregon, os médicos precisam avaliar nível de capacidade física e intelectual do paciente antes de intervir, ou não, para salvar uma vida", continua o médico.

Enquanto isso, enfermeiros e médicos nos hospitais estão se dispondo em testemunhar a ampla adoção da "nova eutanásia".

A França está testemunhando um aumento dramático da eutanásia de pacientes idosos que contraíram o vírus chinês, segundo uma agência de notícias católica.

Em vez de administrar medicamentos para aliviar a dor enquanto esperam encontrar um local para tratá-los, as enfermeiras estão sendo solicitadas a seguir um protocolo de sedação com doses letais para uma determinada categoria de pacientes que ainda pode ser salva, relata o Medias-Presse.Info com base em testemunho de fontes hospitalares.

"As doses administradas a esses pacientes atingem 1mg de morfina por hora ou 24mg por dia, o que é suficiente para matar uma pessoa idosa muito rapidamente. Além disso, 24mg de Midazolam são adicionados diariamente (letal a partir de 30mg por dia)", atesta uma enfermeira que trabalha no departamento de emergência de um grande hospital parisiense.

As taxas de mortalidade associadas à pandemia atual são terrivelmente altas na Itália (12,3%), França (11,0%) Espanha (9,3%), Irã (6,2%), Reino Unido (9,4%), Holanda (9,5%) e Bélgica (6,8%), o que também sugere uma falta muito significativa de meios ou uma porcentagem muito alta de mortes por eutanásia.

Nos casas de repouso na França, existem mais de 2.000 mortes de idosos residentes relacionadas ao vírus chinês.

Comparatively, for all ages in Russia, for a country of 146.8 million inhabitants (against 67.7 million inhabitants in France), on April 4, there were 43 dead. In Hungary, there are 34 deaths per 9.8 million inhabitants. In Poland, 79 people died among 38.4 million. Slovakia is a very safe country as there are currently no deaths for 5.5 million people, Medias-Presse.Info observes, basing its analysis on World Health Organization figures.

Comparativamente, para todas as faixas etárias, a Rússia, com146,8 milhões de habitantes, contra 67,7 milhões de habitantes na França, em 4 de abril, teve 43 mortos. Na Hungria há 34 mortes em 9,8 milhões de habitantes. Na Polônia, 79 pessoas morreram dentre 38,4 milhões de habitantes. A Eslováquia é um país muito seguro, pois até o momento não há mortes dentre as 5,5 milhões de pessoas, observa Medias-Presse.Info, baseando sua análise nos dados da Organização Mundial da Saúde.

Por Jules Gomes • 8 de abril de 2020


Para ilustrar a expansão da cultura da morte, o vídeo a seguir - em espanhol - nos apresenta como ela vem se impondo pela legalização da eutanásia, em diversos países, por meio do "suicídio assistido" não solicitado, inclusive para crianças.