Cardeal Burke: muçulmanos e cristãos adoram deuses diferentes

Por Church Militant

Enquanto ex-convertidos muçulmanos ao catolicismo alertam o Santo Padre sobre os perigos inerentes ao islamismo, é notável que o Cardeal Raymond Burke tenha alertado aos católicos de que o Alá dos Muçulmanos não é o Príncipe da Paz anunciado em Isaías 9, 6.

"Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino."

Na sóbria carta que enviaram ao Papa Francisco, os ex-muçulmanos citaram o Alcorão:

Para o Alcorão, os cristãos "são apenas impurezas" (Alcorão 9.28), "o pior da Criação" (Alcorão 98.6), "todos condenados ao inferno" (Alcorão 4.48), "razões pelas quais Deus deverá exterminá-los" (Alcorão 9.30). Eles acrescentaram: "Não nos devemos deixar enganar pelos versos do Alcorão reputados tolerantes, pois todos eles foram revogados pelo verso do sabre" (Alcorão 9.5).

O Cardeal Burke, ex-chefe da Suprema Corte do Vaticano, durante uma entrevista em agosto de 2016, disse que católicos e muçulmanos não adoram o mesmo Deus:

Não acredito que seja verdade que todos adoramos o mesmo Deus porque o Deus do Islã é um governador. Em outras palavras, fundamentalmente o Islã é a Sharia que é sua lei, e essa lei, que vem de Alá, deve dominar cada homem no futuro. E não está baseada no amor.

Alguns católicos acreditam que a Igreja ensina que muçulmanos e os católicos, de fato, adoram o mesmo Deus. Eles citam o parágrafo 841 do Catecismo da Igreja Católica, que diz: "O desígnio de salvação envolve igualmente os que reconhecem o Criador, entre os quais, em primeiro lugar, os muçulmanos que declarando guardar a fé de Abraão, conosco adoram o Deus único e misericordioso que há-de julgar os homens no último dia".

Robert Spencer, diretor da Jihad Watch, ressalta que esta frase está simplesmente dizendo que os muçulmanos são monoteístas. O monoteísmo não quer dizer muito de acordo com São Tiago, que em 2, 19 de sua epístola diz: "Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem".

Spencer observa ainda que o Catecismo não está dizendo que os muçulmanos individuais realmente adoram o Deus de Abraão, mas, sim, que "declaram guardar a fé de Abraão". No capítulo oito do Evangelho de João, Nosso Senhor contradisse certos "judeus" que professavam ser "filhos de Abraão". Esta altercação animada é registrada em João 8: 39-44:

Nosso pai, replicaram eles, é Abraão. Disse-lhes Jesus: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas, agora, procurais tirar-me a vida, a mim que vos falei a verdade que ouvi de Deus! Isso Abraão não o fez. Vós fazeis as obras de vosso pai. Retrucaram-lhe eles: Nós não somos filhos da fornicação; temos um só pai: Deus. Jesus replicou: Se Deus fosse vosso pai, vós me amaríeis, porque eu saí de Deus. É dele que eu provenho, porque não vim de mim mesmo, mas foi ele quem me enviou. Por que não compreendeis a minha linguagem? É porque não podeis ouvir a minha palavra. Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

Durante uma entrevista em outubro desse mesmo ano, o Cardeal voltou a abordar os perigos do Islã. Ele disse que um dos motivos do mal entendimento das pessoas sobre o Islã é devido à sua falsa noção de que cristãos e muçulmanos acreditamos no mesmo Deus. "Muitas pessoas não entendem o que o Islã realmente é", disse ele. "Eles criam esses slogans: Todos acreditamos no mesmo Deus, que todos estamos unidos pelo amor e assim por diante. Não é verdade".


"Se Deus fosse vosso pai, vós me amaríeis"


Em mais uma entrevista em julho de 2016, Card. Burke criticava os prelados que "simplesmente pensam que o Islã é uma religião como a fé católica ou a fé judaica". Pelo contrário, ele sublinhou: "Isso simplesmente não é objetivamente o caso".

Falando de "pequenos estados muçulmanos" que atualmente são "zonas não recomendáveis de entrar " para as autoridades da França, Burke alertou: "Essas coisas não são anomalias para o Islã. É assim que as coisas evoluem... Se você de fato entende isso e não está em paz com a idéia de ser forçado a se submeter a um governo islâmico, então existe razão para você ter medo ".

Uma pesquisa da Pew Research realizada em 2015 prova a veracidade das palavras do Cardeal. A pesquisa descobriu que 60 milhões de muçulmanos em países predominantemente muçulmanos realmente apoiam o notório grupo terrorista ISIS. Ainda mais preocupante é que 250 milhões de muçulmanos nesses países, quando perguntados se eles apoiam o ISIS, disseram que estavam "indecisos".