A Pandemia Do COVID-19 Foi Usada Como Desculpa Para Assassinar Idosos E Pessoas Com Deficiência

A pandemia do COVID-19 expôs muitas coisas sobre a nossa sociedade nos últimos meses.

No Canadá, vimos as condições apavorantes de muitos lares de idosos onde acolhemos idosos. Os militares tiveram que ser enviados quando os encarregados que deles cuidam, os abandonaram em suas camas. Os soldados relataram ter encontrado homens e mulheres idosos deitados em seus próprios excrementos, chorando por ajuda, e quartos infestados de formigas e baratas. Mais de 80% do número de mortes no COVID-19 no Canadá ocorreu entre idosos.

O mesmo aconteceu em Nova York, onde pacientes com COVID-19 foram internados em casas de repouso por ordem do governador Cuomo. O vírus alastrou-se pelas casas "como um incêndio na grama seca", matando os idosos residentes.

Na Suécia, a pandemia foi usada como desculpa para eliminar os idosos. Eu gostaria que isso fosse um exagero. Por Wesley Smith na National Review:


As autoridades de saúde receberam muitas queixas de parentes de como os idosos eram tratados. Um relato recorrente é que os residentes de asilos, com suspeita de Covid-19, foram imediatamente colocados em cuidados paliativos, com prescrição de morfina, lhes sendo negado oxigênio suplementar, soro e nutrição intravenosos. Para muitos, isso foi definitivamente uma sentença de morte.

"As pessoas sufocavam, foi horrível assistir. Um paciente me perguntou o que eu estava lhe dando quando lhe injetava morfina e menti para ele ", disse Latifa Löfvenberg, enfermeira. "Muitos morreram antes do tempo. Foi muito, muito difícil."

O problema parece ter sido as diretrizes emitidas pelo Conselho Nacional de Saúde e Bem-Estar. No início da pandemia, sugeria que os médicos fizessem uma triagem dos pacientes de acordo com a chamada idade biológica, avaliando a saúde geral e as perspectivas de recuperação antes de tomar decisões sobre o tratamento...

A idéia era impedir que as UTIs dos hospitais fossem sobrecarregadas por pacientes mais velhos com baixa chance de sobrevivência. No entanto, o aumento nunca aconteceu. Em vez disso, foi negado aos idosos acesso a instalações não utilizadas. "Essas diretrizes frequentemente resultam na negação do tratamento a pacientes mais velhos, mesmo quando os hospitais operam abaixo da capacidade", de acordo com críticos que conversaram com o Wall Street Journal. "A ocupação nas unidades de terapia intensiva do país, por exemplo, ainda não ultrapassou 80%, segundo autoridades do governo".

Isso se transformou em assassinato ativo: Yngve Gustafsson, especialista em geriatria na Universidade de Umea, disse ao BMJ (British Medical Journal) que a proporção de idosos em assistência respiratória em nível nacional era menor do que na mesma época do ano anterior, mesmo que as pessoas com mais de 70 anos tenham sido as mais afetadas por Covid19. Ele também ficou horrorizado com a prática de médicos que prescreverem por telefone um "coquetel paliativo" para idosos doentes em casas de repouso.

"Os idosos recebem rotineiramente morfina e midazolam, que inibem a respiração", disse ele ao jornal Svenska Dagbladet: "É a eutanásia ativa, para dizer o mínimo".

E agora temos essa história no Texas:

Michael Hickson, paciente de 46 anos com COVID-19 passou fome e ficou sem tratamento adequado para as doenças que desenvolveu no South Austin Medical Center de St. David. Sua esposa, Melissa, diz que o hospital se recusou tratá-lo por causa de sua deficiência.

Michael Hickson ficou tetraplégico por ter recebido reanimação cardiorrespiratória depois de sofrer uma parada cardíaca súbita enquanto levava Melissa para o trabalho em maio de 2017. Melissa e seus cinco filhos ficaram ao lado de Michael durante toda a sua recuperação. Ele voltou ao hospital em 2020 depois de contrair COVID-19 - e desenvolver pneumonia - de um membro da equipe de funcionários em sua casa de repouso.

Michael estava consciente e lúcido, mas não conseguia se comunicar verbalmente. Ele respondia às piadas, balançava a cabeça e franzia os lábios em ligações pelo FaceTime quando Melissa lhe pedia um beijo. Melissa perguntou se podia rezar com o marido e os filhos, o que ele assentiu com a cabeça, dizendo "sim". Mas o médico logo depois informou a Melissa que seu marido seria internado contra sua vontade. Em uma conversa gravada, o médico de St. David disse a Melissa que seu marido não receberia tratamento por causa de sua deficiência, apesar da vontade dela.

Médico de St. David: "Então, do jeito como ele se encontra agora, sua qualidade de vida é muito pouca."

Melissa: "O que o senhor quer dizer? Por ele estar paralisado, por uma lesão cerebral, ele não tem qualidade de vida?"

Médico de St. David: "Correto".

Enquanto a esposa de Michael e outro membro da família estavam litigando no tribunal sobre quem seria o guardião permanente de Michael, um juiz nomeou uma instituição da região de Austin, chamada Family Eldercare, para ser a guardiã temporária de Michael. A Family Eldercare acatou as ordens do médico para não tratar de Michael e, em vez disso, colocá-lo em uma casa de repouso para doentes. Surpreendentemente, o médico reiterou a realidade assustadora de que ela não tinha qualquer autoridade se o seu marido viveria ou morreria. O médico disse a Melissa: "mas neste momento, faremos o que acharmos melhor para ele junto com o estado e foi isso que decidimos ... esta é a decisão entre a comunidade médica e o estado".

Michael foi deixado sem comida ou tratamento por seis dias, apesar da vontade de Melissa de salvar o marido. Ele faleceu de doenças decorrentes não tratadas em 11 de junho de 2020.

Agora, Melissa e seus filhos sofrem a perda de seu amado marido e pai. Melissa declarou: "Estou lutando para entender como e por que isso pode acontecer. Perdi meu melhor amigo, minha melhor metade, a outra metade do meu coração. Ela continuou:

Fui despojada dos meus direitos como esposa e saí impotente vendo meu marido ser executado. Agora não tenho marido, uma viúva aos 47 anos. Meus filhos deixados sem pai para comemorar o Dia dos Pais. Tudo nos foi tirado. Não tenho outras palavras para expressar como me sinto hoje, exceto magoada, indignada e frustrada.


Em tempos de crise, frequentemente descobrimos quem realmente somos. Em tempos de pânico e incerteza, aprendemos muito sobre o que - e quem - realmente valorizamos. A pandemia do COVID-19 nos ensinou algo sobre como nossa sociedade agora vê os idosos e os deficientes, e devemos ficar muito, muito envergonhados.

Por Jonathon Van Maren

Original em inglês: The Bridgehead